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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

meus avós em cinquenta anos de casados
me ensinaram mais sobre o amor do que quinhentos anos de filosofia.
Aprendi que toda essa negação é o ápice da babaquice
e que na verdade o ser humano tem que aprender a esperar, a ver, a ler nas entrelinhas.
O tempo é uma inconstância prática,
e se atiçar a onça com vara curta
com toda certeza você irá se estrepar.
Descobri pouco a pouco entre os teus sinais,
que o teu cheiro é o que fica,
como se fosse pirraça em cada canto dessa casa.
O banco do carona vazio já passa a incomodar,
mais uma vez meus avós tinham razão.
Já era amor antes de ser poesia,
antes de ser disritmia,
em toda unicidade
meus átomos, minhas células,
minhas entranhas de todas as maneiras
já procuravam por você entre o cosmo, multiverso,
dimensões possíveis dentro do tempo espaço,
para que assim, de maneira serena e caótica
Todo esse amor em nosso amor se encerrasse,
e acabasse.
-e.m(2017.02)

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