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sábado, 16 de abril de 2016

Despedida

Meu ex-amor compreendei a benfeitoria desses versos imundos, saibas que não é por mal que parto dia após dia para mais longe de ti.
De ti, somente de ti, esperei retorno dos beijos, abraços e versos sonhadores, não esperava como espasmos cardíacos tanto dissabores.
Escuta moça, vejas que de boa intenção meu peito transborda, mas, não irei fazer virgílias em tua porta ou dividir teus lábios de mel com aqueles que você mais se importa, não é obsessão como o Sarney e o Maranhão ou mera vaidade, só não poderei partilhar a doçura, a tranquilidade, a maresia enquanto os outros cavalheiros não sentem a terça parte de minha agonia.
Agora, já de partida lhe deixo um ultimo suspiro, guarda os poemas escritos em guardanapos, notas fiscais, cardápios e qualquer similar, os discos, fotografias e livros.
Guarde as memorias boas, por que as más, somente eu tive tempo de regar. Saiba que no fundo existia amor por você, só que no fundo tinha sangue e esse precisa correr por dentre minhas veias abertas, e eu como hospedeiro preciso voltar a viver.

Ass. Aquele que teve que ir

(E.M)

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