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domingo, 10 de janeiro de 2016

Rogai...

Ah! O amor juvenil,
tão voraz e tão doentio,
tão desmedido e tão singelo,
de Baco a Eros
totalmente sincero.
Ah! Estado dionisíaco que me encontro,
Sem polidez ou moral que me alcance.
Ah! Amores de outras horas,
Caricias e afagos sem pudor,
Sem muitas historias,
ou algum leitor.
Ah! Apolo meu patrono,
Cuida de minhas putas tristes
e senhoritas,
protegei-as do puro medo,
das sombras,
dos cânticos sorrateiros
e de todos os malfeitores
que vagam por este mundo.
Ah! Diana minha madrinha,
em comunhão com Vênus
rainha da maior infantaria,
rogai por mim.
Faça com que o brilho da lua
Em cortejo,
a guie para esse aconchego,
faça com que o amor
floresça mais uma vez, nos pobres
campos que semeio,
Fazeis novamente o impossível,
Unir em um laço ou acaso,
entre coxas, sonetos, e bebidas,
a senhora dos meus sonhos,
a dama que me atormenta,
somente dela, por ela, a ela
meus cânticos negros,
meus versos solitários,
e embriaguez voluntarias.
Rogai por mim, ó Musas.
(E.M)

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