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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Ritinha, Ritinha, Ritinha

Encheu os pulmões mais uma vez com o ultimo cigarro da carteira e repetiu a ação por diversas vezes, como quem tenta tomar coragem para fazer algo que até para os mais corajosos é difícil, de longe dava para avistar um outdoor com alguma propaganda inútil naquele primeiro momento, mais que no fim o fez relembrar o por que estava ali.
Não se passaram nem três meses que fora abandonado no altar pela mulher que amava, dois meses que tinha sido demitido e um mês que os psicólogos desistiram dele, a vida dele tava realmente um caos tudo desmoronando por fim, pétala por pétala se perdendo no auge da sua carreira como um escritor qualquer.
Ao terminar de pensar em tudo isso lembrou de alguns antigos amores, riu um pouco e olhou para a calçada la embaixo, prestes a pular para um abraço a morte, porém, se pegou pensando na Rita, não aquela que destruirá o Chico.A Ritinha era uma mulher fenomenal, dançava do jeito libertino dela e não estava nem ai, cuidava dele como ninguém, deu três passos para trás, saiu de cima do batente e foi ligar para a Ritinha.

As vezes, pensar no passado pode salvar o presente.
(E.M)

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