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domingo, 7 de junho de 2015

culpa do sono que me abandonou...

-era fácil gostar dela, afinal de contas ela brilhava de uma de forma literal entre todos na multidão,
cabelos ao vento,tirava  os saltos para melhor se equilibrar em cima dos banquinho,fazendo uma cara de dengo, me pedindo um pouquinho de carinho, não tinha como negar, eu era fisgado na dela, dificil mesmo foi não amar ela.
Eramos um casal jovem, viajamos sempre que dava, ela conheceu metade da europa assim, e eu conhecia ainda mais ela. Era diferente, conexo, eramos pura paixão e com o passar do tempo nos tornamos a nata do ódio. Minha companhia se tornou insuficiente e insuportável, o jeito que ela levava a vida  era insustentável, com o passar das brigas e birras o que achávamos ser insolúvel, sumiu junto com ela .Pegou os discos de Jazz e foi para terra da rainha, eu fiquei com o restante dos livros, cacos de canecas e um saco cheio de saudade. Acabei não me mudando, nem moldando outra coisa que não fosse o amor e saudades dela , quando me perguntam por ela acabo citando Jorge Ben, mentindo e sorrindo eu recito "é que ela mora no peito" e eu para sempre vou morar do ladinho dela.

Por menos "in(s)" nos relacionamentos modernos.Mais amor, sem qualquer favor.

(Elder Malaquias)

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