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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Chamava-se Vitoria, era uma bela menina-mulher, com seus cabelos cor de ferrugem, amontoado de cachos e movimentos, portava um olhar que destruía qualquer barreira existente entre o céu e a terra, ela realmente é um anjo, santista, paulista e considerada baiana.
Quando a conheci eu ainda não era homem feito, para falar a verdade não sei qual definição eu poderia dar para aquilo que me auto definia como gente, tinha acabado de sair do ensino médio, não sabia que faculdade iria cursar, não sabia o nome do meu pai biológico e nem o que iria almoçar naquele dia de domingo. Esbarrei-me com um anjo na estação da Sé, derrubei todos os livros dela e quebrei a tela do meu celular (baita prejuízo) somente mais tarde descobriria que esse anjo na verdade era a Vitoria e que por causa disso tudo mudaria. Tadinha ficou tão compadecida pelo meu celular, pedia desculpas uma em cima da outra, ate cheguei pensar que ela iria chorar enquanto eu acenava com a cabeça concordando com tudo e não conseguia tirar os olhos dela, nem me importei com o celular, só me importava quem era ela? E se poderia beija-la naquele instante. Mesmo tímido e a espera de um fora perguntei o seu nome e se ela queria almoçar, ela simplesmente respondeu:
- Me chamo Vitoria e sim, prefiro comer alguma massa, se você não se importar gostaria de saber também seu nome e pedir desculpas novamente pelo seu celular!
-Você vai ter que escolher o restaurante, logo você já deve ter percebido que eu não sou daqui, meu nome Augusto, quanto ao celular não importa mais! Respondi meio envergonhado.
- Sei um lugar bom! Ao terminar essa frase, abriu um singelo sorriso que fez toda estação parar para admirar.
Partimos em direção a um restaurante pequeninho no meio da grande São Paulo, e eu ainda não conseguia tirar os olhos dela, enquanto ela tagarelava sem graça, tentando dar uma de guia turística. Almoçamos e ficamos sem assuntos, de repente não sabíamos mais o que fazer, somente pude a convidar para sair dali e ir caminhar, e nos fomos, só que não caminhamos.
Estava muito frio, ao menos para mim. Quando tomei conta ela estava já no meu abraço e meus lábios em seus lábios, logo após lembro que parei no quarto dela mexendo no som, pondo uma musica romântica, deitado em sua cama de solteira, pondo aquela mecha solta de cabelo atrás de sua orelha.
Ficamos uns quatro dias assim, após tive que ir embora, a minha ida a São Paulo era só uma viagem de férias, Vitoria foi meu presente e eu o caso de fim de festa dela ou pelo menos era para ser.

Após 15 dias do meu retorno, estou aqui no aeroporto esperando ela chegar, o caminhão de mudança chega na quinta e ainda esse ano devo me casar.
*quanto ao celular, esqueci na casa dela e fiz ela vir entregar e ficar logo por aqui

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