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terça-feira, 24 de março de 2015

bilhete 401

Droga! Mais uma vez estou praguejando em menção da saudade, não tenho culpa alguma, se você me cativou durante algumas horas que por acaso te chamei para dançar (se é que se pode chamar aquilo de dança), a memoria é tão latente que ainda consigo ouvir aquele folks começando a tocar e todos os outros casais que lotavam o salão com seus passos de dança, como em um passo de magica resolveram se sentar. Parei para pensar por alguns segundos e realmente não houve um pedido verbal, foi instintivo, foi algo que deveria ser ilícito a nossa troca de olhares, que pouco a pouco foi me conduzindo, como se zumbi fosse, diretamente ao seu encontro; seu caminhar leve, sua saia branca exibindo suas belas penas, seu olhar fixado no meu e aquele sorriso inocente e indecente, belo e cativante. Não venhas falar da minha tremedeira, afinal, tu que fizestes me sentir como adolescente parecia ter dezessete novamente, antes, durante e após. Os nossos olhares não se desgrudavam por um só momento, eram como dois grandes imãs se atraindo, semelhante à vontade que existia em nossos lábios. Juro a ti, que senti a terra parar, o salão esvaziar, só eu e você sendo singular.
E.M

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